Na década de 70, Guarujá foi o destino de muitas construtoras que espalharam pela Cidade milhares de prédios, caracterizando um verdadeiro “boom” imobiliário. Hoje, diversos investidores, voltando a acreditar no potencial do Município, buscam áreas da Cidade para abrigar novos empreendimentos comerciais, o que movimenta a economia local e gera empregos.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Ribamar Belizário Brandão, afirma que o a Cidade está vivendo um momento histórico do ponto de vista econômico. “Cada vez mais, Guarujá deixa de ser vista somente como a ‘Pérola do Atlântico’, com praias maravilhosas, e passa a figurar também como um novo pólo gerador de negócios e oportunidades”, enfatizou Ribamar.
Um dos principais empreendimentos é o já conhecido hotel do Silvio Santos, que promete devolver ao Guarujá o glamour da década de 40. Com um investimento de R$ 150 milhões, o Sofitel Jequitimar Hotel vem sendo construído rapidamente por 1.500 trabalhadores, sendo mais de mil da Cidade.
O Hotel receberá a bandeira de luxo da rede francesa Arcoor. De acordo com o diretor da Sisan (Grupo Silvio Santos), Eduardo Velucci, as obras estão em perfeito andamento. “As obras estão seguindo, perfeitamente, o cronograma. O prazo previsto para entrega deverá ser respeitado, ou seja, ainda este ano, na segunda quinzena de dezembro, tudo estará pronto”, garante.
Outra grande obra é a edificação do Terminal de Grãos e Graneis (TGG).
Cerca de 1.500 trabalhadores atuam nas atividades de construção, considerada a maior obra portuária em andamento no País.
O Terminal corresponde uma área de 470 mil metros quadrados e consumirá R$ 440 milhões. Com o término, o complexo movimentará por volta de cinco milhões de toneladas de grãos e irá gerar 380 empregos.
A edificação do TGG, na área portuária de Guarujá, só reafirma as afirmações do secretário. “Não há, na América do Sul, nenhuma cidade com o potencial de crescimento nas instalações portuárias como Guarujá.
Vencida as dificuldades ambientais, ninguém nos segura. Poucos portos brasileiros tiveram a oportunidade de planejamento que tem o Guarujá que, com certeza, no futuro será a principal porta de saída e entrada de mercadorias”.
Hoje, segundo o secretário, 70% do movimento de containeres no Porto de Santos já é realizado na margem esquerda, em Guarujá, gerando crescimento econômico setorial, além de empregos. “Com o desenvolvimento da área portuária de Guarujá, cada vez mais as empresas estão buscam a Cidade como destino. O mundo todo precisa de portos ágeis e de fácil operação. Guarujá será um deles, podem acreditar!”.
Outro grupo que buscou Guarujá como novo destino foi a rede francesa de supermercados Carrefour. Até o final do ano, a Cidade ganhará uma nova loja da rede, que será construída em tempo recorde, aproximadamente 100 dias.
A praia da Enseada foi a escolhida para abrigar o centro de compras que ocupará uma área de quase 6.800 metros quadrados, sendo 3.900 destinados ao salão de vendas. O estacionamento comportará até 321 veículos. Serão investidos um total de R$ 30 milhões. Depois de construída, a filial da rede empregará 250 pessoas diretamente.
Após 18 anos de existência, a Rede Habib´s, restaurante de comida árabe, também escolheu Guarujá para abrir uma nova loja. Até então, na Baixada Santista, apenas Praia Grande possuía um restaurante da rede.
A maior rede de fast-food (lanches rápidos) genuinamente nacional abrirá, até janeiro próximo, a nova filial, o que irá gerar, além de mais entretenimento para moradores e turistas, novos postos de trabalho.
A área escolhida para abrigar o restaurante foi a esquina da Avenida Puglisi com a Avenida Leomil, na praia das Pitangueiras. Será uma ‘loja completa’. Classificação usada pela empresa para definir o restaurante com salões, playground e estacionamento.
Já o Complexo Industrial e Naval de Guarujá (Cing), nas Astúrias, está sendo estudado pela empresa Tecsis (Tecnologia e Sistemas Avançados), para abrigar uma nova fábrica. A empresa produz componentes para o setor industrial e aeroespacial e exporta para países da Europa, Ásia, além dos Estados Unidos. Com a implantação, serão gerados mais de dois mil empregos.
O grupo já possui uma propriedade no Cing, mas depende, entre outras coisas, da aprovação da Câmara de Vereadores para a concessão de uma área de 30 mil metros quadrados, também no Cing, para complementar as instalações da futura fábrica.
O secretário ressaltou também que as diversas obras que a Cidade está recebendo somam-se a outras ações da Administração. “É evidente que tudo isso vem somar ao crescimento da metrópole, com um percentual muito significativo no produto interno e geração de renda”.
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