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20.02.2008 | Acapulco Magazine


Consumo

Charutos nacionais x cubanos

O MELHOR CHARUTO É AQUELE QUE PROPORCIONA O MELHOR PRAZER, O QUE TORNA A ESCOLHA BASTANTE PESSOAL. E A CADA DIA, NACIONAIS E IMPORTADOS, ESTÃO MAIS DISPUTADOS

Antes do embargo contra os charutos cubanos nos EUA, o presidente John Kennedy solicitou mil unidades do Cohiba. Somente depois que recebeu o produto, Kennedy assinou o embargo.

A história foi contada pelo executivo cubano Manuel Garcia, vice-presidente comercial da Habanos S.A., em entrevista para a revista ISTOÉ. Os charutos cubanos e principalmente a saga do Cohiba e Monte Cristo, envolve uma tradição e qualidade indiscutível. Já no Brasil, desde 1892, se produz charutos no recôncavo baiano principalmente nas cidades de Cruz das Almas, São Gonçalo dos Campos e Alagoinhas.

O mercado ao longo dos anos sofre com altas e baixas nas vendas. Segundo o Anuário Brasileiro do Fumo, as vendas se mantém em cerca de 10 milhões de unidades ao ano. Número pouco representativo para o mercado internacional, em Cuba são 300 milhões de unidades.

Felizmente, na opinião de Alex Ribeiro Miguel, 28 anos, sommelier de charutos, o produto nacional é mais representativo na qualidade do que na quantidade produzida. Ele afirma que o charuto brasileiro está entre os melhores no mundo. “São bastante exportados para a Europa e os EUA principalmente (...) Dona Flor e Alonso Menendez são os mais comercializados”, afirma.

Os charutos são produtos caros, e para a maioria dos brasileiros o produto cubano fica em segundo plano em relação ao custo, se comparado aos nacionais. Fato que pode ajudar no consumo interno. Como nos vinhos, nem sempre o mais caro é o melhor, por isso, o bom charuto é aquele que dá o maior prazer e a escolha torna-se muito pessoal. Para Alex o “prazer não tem preço”.

Os charutos nacionais, a unidade, custam em torno de R$ 12 a R$ 30; os dominicanos entre R$ 20 a R$ 50; e o cubano (Cohiba) de R$ 49 a R$ 144, na loja Habana, na Villa Jequitimar, em Guarujá. O charuto deve ser degustado em todos os sentidos: tato, olfato, audição e paladar.

“O melhor companheiro para o charuto, é o charuto mesmo. Mas o ritual comum é ter uma bebida para acompanhar”. Segundo Alex, o Cohiba vai muito bem com uísques, licores e conhaques. Para os nacionais, a Dona Flor é acompanhado com cervejas, vinhos, como também, uísques e licores.

Entre os “amantes da baforada”, estão personalidades, como: Emerson Fitipaldi, Antonio Fagundes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Curiosamente existe a marca nacional Dom Lula, da fábrica de charutos Julien Bahia, trata-se de um short filler feito com fumo picado.

Em Guarujá, os interessados em degustar diversas marcas de charutos, e outros tipos de fumo, agora contam com um espaço climatizado na loja Habana, na Villa Jequitimar. Alex afirma que é a única casa especializada da região que oferece produtos adequados e condições propícias para a degustação.

O sommelier também dá dicas sobre acompanhamentos, conservação, manuseio, etiqueta e degustação.

A Habana está localizada na Praia do Pernambuco, na Av. Marjory da Silva Prado, 1100, Villa Jequitimar, loja 43, Guarujá, SP, contato pelo tel. (13) 3353.6783

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