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03.06.2008 | Online


Viagem

Chapada dos Guimarães sofre crise turística

Por Jeifferson Moraes

Cachoeira Véu das Noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
Cachoeira Véu das Noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
Comércio local e hotéis, na Chapada dos Guimarães (60 km de Cuiabá), no Mato Grosso, passam por crise econômica. O motivo é o fechamento do principal ponto turístico da cidade, o Véu da Noiva, desde o dia 21 de abril deste ano, quando parte da encosta desmoronou, causando a morte de uma menina e ferindo visitantes que se banhavam no lago abaixo da cachoeira.

Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o local recebeu 137 mil visitantes no ano passado. A Prefeitura Municipal da Chapada dos Guimarães realizou no dia 27 uma audiência pública para analisar possíveis soluções para o problema.

Entrada para o véu das noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
Entrada para o véu das noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
Ralf Goebel, proprietário do Hotel Turismo, fundado em 1968, critica a decisão do Ibama em manter o Parque Nacional fechado. Para ele, a tragédia que causou a morte de uma garota de 16 anos, foi um caso isolado. “Todas as rodovias deveriam ser fechadas porque nelas morrem pessoas todos os dias”, compara o empresário. De acordo com a Defesa Civil, ainda existe risco quanto à queda de fragmentos de rochas.

O fechamento do parque já representa uma baixa de 60% no faturamento do comércio local, conforme foi divulgado pela Prefeitura. Além do setor hoteleiro, do turismo e o artesanato, a crise afeta também a construção civil.

Cachoeira Véu das Noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
Cachoeira Véu das Noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
Passeios alternativos - Para o consultor turístico Fernando Bertolini, da agência de turismo Interativa Pantanal de Cuiabá, o fechamento do parque afetou as vendas dos pacotes turísticos, mas ressalta que a região ainda mantém alternativas de passeios.

“A Chapada não se resume apenas a Cachoeira Véu da Noiva, existem excelentes opções de passeios como o Complexo Turístico da Salgadeira e o Mirante (Centro Geodésico da América do Sul), entre outros”, afirma o consultor.

O 24° Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães também é outra opção de diversão, que irá acontecer de 27 de junho a 6 de julho. Para a secretária de Cultura, Turismo e Meio Ambiente da Chapada, Emyle Pellegrim, é um evento para todos os gostos e estilos musicais devido a eclética programação musical. Daniela Mercury, Cordel do Fogo Encantado, Dudu Nobre, Pitty e a dupla Mayck e Lyan estão entre as atrações.

A própria cidade é uma atração à parte. Com cerca de 17 mil habitantes, passear pelas ruas da cidade é bastante agradável. A praça central foi reformada recentemente. Há feiras de artesanato e bijuterias nas noites dos finais de semana e feira de produtos agropecuários locais nas manhãs de sábado.

A Caverna Aroe Jari está situada a 46 km de Chapada dos Guimarães, pela Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), sentido Campo Verde, é acessível apenas com acompanhamento de guia, através de uma trilha de 3,5 km e possui 10m de altura por 60 m de largura.

Há ainda um lago (Lagoa Azul) deslumbrante, especialmente nessa época do ano, quando a luz bate diretamente em suas águas, produzindo um efeito magnífico e um caleidoscópio no teto da gruta.

Cachoeira Véu das Noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
Cachoeira Véu das Noivas na Chapada dos Guimarães (MT)
A Interativa Pantanal oferece passeios (full day) que podem ser feitos em um dia, com preços a partir de R$ 145,00 por pessoa, quando acompanhados de um grupo de no mínimo seis adultos. Um dos principais hotéis da cidade, a Pousada do Penhasco, oferece diárias para casais com valores a partir de R$ 199,00 de segunda a sexta-feira, e R$ 249,00 no finais de semana, em junho. Com o acréscimo de R$ 88,00 é incluído almoço e jantar. Valores sujeitos à alterações. Para o mês de julho, ainda não foram divulgados os preços.

Sobre a região - O Parque Nacional é uma unidade de conservação, com área de 33 mil hectares (330 km²), criado no ano de 1989 através de Lei Federal Decreto n.97656 de 12/04/89. É administrado pelo Ibama. O parque não tem previsão para reabrir e funcionava diariamente das 7h às 17h.

Para chegar ao parque, as opções de transporte são aluguel de carro ou táxi e os serviços das agências de turismo, que também oferecem guia durante todo o percurso.

A fauna é bem diversificada: onça pintada, capivara, tamanduá mirim, ouriço, Tatu peba, lobo guará, anta. A flora apresenta característica da região do cerrado: lixeira (curatella americana), jabotá (hymmenaea stigonocarpa), pequi (caryocar brasiliensis), canela–de-ema (paepalantus speciosus), catléia (catheya nobilior), entre outras.

Para quem vai visitar a Chapada, vale lembrar que o Pantanal está a apenas três horas de carro (178 km). E um planejamento para visitar a região também é interessante. Mas deve-se atentar as épocas de seca e cheias que alteram completamente a paisagem do Pantanal e dificultam os acessos nas pousadas.

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