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Pinacoteca Benedicto Calixto |
A Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto ganha novo colaborador para investimentos e se firma como uma das melhores opções de roteiros culturais e turísticos de Santos.
O Grupo Rodrimar passou a figurar como patrocinador oficial da Pinacoteca. Os valores negociados garantem o custeio mensal dos serviços, da manutenção do prédio e da equipe de colaboradores.
Novas ações vão intensificar a adesão de sócios individuais e, em visitas a empresas da região, a diretoria pretende divulgar a contrapartida oferecida aos sócios institucionais.
Sobre a Pinacoteca
A Fundação mantém convênio com a Prefeitura Municipal de Santos, por meio do qual alunos da rede pública visitam o museu e conhecem um pouco do trabalho e da história de Benedicto Calixto. Durante a sua permanência na Pinacoteca o grupo também percorre as exposições em cartaz, participa de oficinas de arte e atividades lúdicas.
O projeto Conheça Calixto tem como preocupação formar um novo público capaz de valorizar o papel da arte e dos artistas na sociedade, além de reconhecer o caráter democrático dos museus.
Nos próximos meses, estudantes de primeiro grau da rede pública estadual passam a integrar este programa, graças a um acordo firmado com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE.
Outras instituições também serão convidadas a fazer parte da vida da Pinacoteca.
História
Construído pelo alemão Anton Carl Dick, em 1900, em um terreno de 6.600 m2 no nº 12 da antiga Avenida da Barra, o Casarão Branco, como ficou conhecido pelos santistas, serviu de residência da família alemã por 10 anos, quando foi vendido para o exportador de café Francisco da Costa Pires que para lá se mudou com a esposa e sete filhos. Em 1913, a família Pires enfrenta dificuldades financeiras e sai da mansão, que passa a ser a sede do Asilo dos Inválidos.
Em 1921, Costa Pires readquire o casarão e realiza uma grande reforma, alterando significativamente a fachada e o interior, que assumem o glamour em art noveaux, mantido até os dias de hoje. Na ocasião, a casa ganhou uma escada de mármore italiano Carrara e corrimão de ferro maciço - confeccionado pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, mais cômodos, afrescos, e um jardim de inverno. Na parte de fora, quadra de tênis, alojamento para os criados, sala de aula, pomar, fonte, pérgulas e uma alameda com jambolões.
A família Pires habitou o casarão até 1935, quando o venderam definitivamente. Por dois anos o imóvel abrigou um pensionato de moças e, em 1937, o espanhol Antonio Canero compra a mansão. Na década de 70, com a supervalorização dos imóveis na orla da praia, os herdeiros de Canero decidem se desfazer da propriedade que, certamente, seria demolida para a construção de um edifício.
Para não perder esse patrimônio de inestimável valor arquitetônico, que marca a época áurea dos barões do café, a prefeitura o declara de utilidade pública. Finalmente, em 1979, o casarão é tombado e considerado patrimônio histórico.
Em 1986, têm início as obras de restauro e, em 1992, a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto passa a ocupar o imóvel.
Curiosamente, Edith Pires Gonçalves Dias, que passou boa parte da vida morando no famoso casarão branco da praia, é hoje a segunda secretária da diretoria e membro do conselho de administração da Pinacoteca.
Confira a programação da pinacoteca
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